quinta-feira, 29 de setembro de 2011

ELITIZAÇÃO DO FUTEBOL


Com a realização da Copa em 2014 no Brasil, muitos brasileiros, estão ansiosamente aguardando este evento mundial para ir aos estádios, assistir aos jogos, talvez o da Seleção Brasileira, já que a última Copa realizada no Brasil, foi  em 1950,  a primeira após a Segunda Guerra Mundial. 

O Brasil, é claro, foi para final,  jogando de branco, perdeu para o Uruguai,  a última partida, em pleno Maracanã, considerado uma  data  inesquecível para o futebol brasileiro (16 de julho de 1950), já que o Brasil era favorito. A geração atual, não conheceu muito os craques das seleções do Brasil, que muito brilharam em copas do mundo, trazendo alegria, conquista e orgulho ao povo brasileiro, tanto que o futebol brasileiro é possuir de cinco títulos mundiais da Copa.  

A não ser o Pelé que é figura conhecida no Brasil e no mundo, eventuais outros nomes de craques não são lembrados constantemente. O futebol, além de esporte, é um patrimônio cultural, ligado ao povo, infelizmente, pela globalização, estão  sendo afastados dos estádios  “o povão”, pela demolição das áreas de  arquibancadas destinadas a preço populares. 

O Maracanã, palco de inúmeros jogos, tanto da Copa de 1950, como de campeonatos estaduais, nacionais e outros torneios, por exemplo,  perdeu lugares, por conta de reformas e da Copa de 2014. O Maracanã, já chegou a receber 183.000 pessoas, teve capacidade reduzida para 86 mil espectadores, e para o Mundial de 2014, terá  número diminuído para 76.500, conforme exigência da Fifa. Para o estádio que na Copa de 1950, segundo a história recebeu torcida em torno de 199.854 pessoas, com o perfil atual para a Copa de 2014 em torno de 76.500 pessoas, pode-se ter uma visão exata do perfil do torcedor que frequentará os estádios. Certamente, na mesma situação do Maracanã, outros estádios do Brasil, haverá a diminuição de lugares populares e também de torcedores, ocorrendo uma mudança no comportamento do torcedor. Talvez os estádios, serão verdadeiros “shoppings”, reservando-se lugares para lojas e restaurantes, em busca de um público de maior poder aquisitivo.  Em resumo, o dinheiro público é utilizado nas reformas e/ou dos estádios brasileiros para a Copa de 2014, enquanto todos os brasileiros pagam pela conta, poucos poderão usufruir depois, frustrando “paixão nacional” pelo futebol.        
Altimar Pasin de Godoy Advogado

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