quarta-feira, 6 de agosto de 2014

Presídios: pelo fim da revista vexatória

Luiz Flávio Gomes  

"Você tem que tirar toda a roupa e agachar três vezes de frente, três vezes de costas. Um dia a funcionária me fez agachar quase 15 vezes. Ela disse que não estava conseguindo me ver. E falava: 'faz força, abre essa perna direito'", conta a vendedora P. De O., 27 anos, que durante dois anos visitou o irmão preso todos os finais de semana. "Sem contar quando pedem para você abrir seus órgãos genitais com as mãos. Tem lugar que tem até espelho. É tudo para humilhar, para constranger", afirma P.".

Irlanda: um dos destinos preferidos dos intercambistas brasileiros


Por Ana Luisa D'Arcadia de Siqueira

Quando um aluno decide fazer um intercâmbio, a primeira dúvida que surge é o destino. Afinal, escolher um local para morar por um determinado período é uma decisão que exige cuidado. É preciso se identificar com o perfil da cidade e dentro deste perfil, encontrar o destino que ofereça o curso que atenda as necessidades.
 

terça-feira, 5 de agosto de 2014

Sucesso do PNE depende da valorização dos professores e da união entre entes federativos e sociedade


(*) Francisca Paris
Após quase quatro anos de tramitação no Congresso Nacional, foi sancionado pela presidente Dilma Rousseff no final de junho o Plano Nacional de Educação (PNE). O PNE estabelece 20 metas para serem cumpridas ao longo de dez anos, até 2020, referentes à Educação Infantil, ao Ensino Superior, à gestão e ao financiamento do setor e à formação dos profissionais, entre outras áreas. Era para o Plano ser exequível em 10 anos, mas como ele foi aprovado com um atraso de quatro anos, sua implantação terá de ser acelerada.

Melhore sua produtividade em 7 passos!

*Ricardo Barbosa

Estamos em um período em que os funcionários das empresas estão em euforia, principalmente por causa da Copa do Mundo de Futebol, contudo, passado esse período a vida continuará e será importante uma dose extra de motivação para minimizar os impactos financeiros. Assim, para que o período pós-Copa seja realmente diferente profissionalmente para as pessoas, mudanças de atitudes são necessárias, principalmente em busca de otimizar o tempo no trabalho.

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

Apagão de mão de obra: oportunidade para reposicionar os salários no Brasil


* Claudio Nasajon

 Fala-se continuamente em apagão de mão de obra, mas o termo está errado. O que está havendo é uma valorização da mão de obra em função do aumento da demanda. E isso é bom!

Para as corporações sempre foi conveniente tratar empregados como escravos modernos, estabelecendo o menor valor possível para os salários. Por outro lado, a febre de empreendedorismo que se instalou no mundo passou a oferecer aos empregados uma alternativa que permite não só remover os limites da remuneração, como também estabelecer as suas próprias condições de trabalho, incluindo local e horário das jornadas.

Claro que empreender não é para todos e tem seus pontos desfavoráveis. Estatisticamente, a maioria dos empreendimentos dura menos de três anos e não conheço um único empreendedor que trabalhe menos do que 12 horas por dia na fase inicial. Mas, o simples fato de existir a alternativa permite um “leilão” mais justo das condições de trabalho.

Segundo a FIRJAN (Federação das Indústrias do Estado do RJ), o Rio de Janeiro é o estado que atrai o maior volume de investimentos públicos e privados do país. Serão cerca de R$ 180 bilhões até 2013, fazendo do Rio o maior concentrador de investimentos do mundo. As consequências são visíveis. Em 2011, a movimentação no mercado de trabalho fluminense foi caracterizada pelo contínuo aumento das contratações no setor de Serviços, gerando quase 29 mil novos postos de trabalho somente na capital. Os profissionais disponíveis passaram a ser disputados a tapa pelas empresas. Os salários subiram. As exigências de qualidade aumentaram e as novas demandas levaram a uma busca por maior capacitação. Criou-se um círculo virtuoso de qualificação da mão de obra que é espetacular para o futuro do país.

Por outro lado, como as Instituições de Ensino Superior levam tempo para reagir aos estímulos, a solução passa por importar empregos. O ritmo de criação de novos cursos e formação de mão de obra não acompanha o crescimento da economia, mesmo que no momento a crise externa esteja nos castigando com um período de baixa expansão do PIB. Uma das soluções é usar a cara mão de obra local para serviços de inteligência de alto nível, contratando os serviços de execução de baixo nível no exterior, mediante plataformas de teletrabalho como e-lance, o-desk ou freelance, por exemplo. Estamos deixando de ser como a Índia, que presta serviços em escala industrial a preço absurdamente baixo para outros países, e vamos nos equiparando à Bélgica, que tem um dos maiores índices de desenvolvimento humano do planeta.

Como empresário do bem, educador, pai e principalmente como cidadão brasileiro, apoio esse movimento. Digo SIM à valorização do trabalho, não pela via da imposição de leis trabalhistas, mas pela muito mais poderosa mão das leis da oferta e da demanda no livre mercado.

* Claudio Nasajon é Presidente da Nasajon Sistemas, Professor da PUC-Rio e Presidente do Conselho da Micro e Pequena Empresa da Associação Comercial do Rio de Janeiro.

Potência em evolução


Newton Lima (*)

No final do ano, o respeitado jornal britânico The Guardian revelou que o Brasil superou o Reino Unido e se tornou a 6ª economia mundial. A crise financeira de 2008 e a subsequente recessão relegaram o Reino Unido para o 7º lugar no ranking mundial em 2011, ficando atrás da maior economia da América do Sul. As previsões indicam que, em 2020, nós seremos a 5ª economia, passando a França, e em 2050, a 4ª economia mundial, superando a Alemanha.

  Grande parte deste resultado se deve à política econômica adotada no Brasil nos últimos nove anos, que ousou contrariar a ortodoxia neoliberal e resolveu apostar na expansão do mercado interno, priorizando crescimento econômico com distribuição de renda. Como resultado, o Brasil saiu relativamente incólume da crise de 2008. O governo Dilma também demonstrou alta dose de ousadia ao rejeitar a clássica fórmula recessiva para enfrentar a ameaça inflacionária. Para não comprometer o crescimento do PIB, o governo adotou medidas de controle de crédito, o que lhe permitiu começar a baixar a taxa de juros. A manutenção de uma taxa de crescimento razoável (3% do PIB) e da inflação dentro do limite da meta (6,5%) em 2011 demonstraram que o governo acertou em cheio.

O Brasil também avançou muito nesta década para superar sua histórica desigualdade social. Programas sociais como o Bolsa Família e o Minha Casa Minha Vida, bem como a recuperação do valor do salário mínimo, vêm tirando milhões de brasileiros da exclusão social e criando uma nova classe média.

De acordo com estudo da FGV, na última década a desigualdade no Brasil chegou ao nível mínimo já registrado no país, e a renda da metade mais pobre da população aumentou 5,5 vezes mais rápido que a da minoria mais rica. 

 Mas não podemos ser ingênuos e sentar em louros; nossa dívida social ainda é muito grande. Com todas essas mudanças, o IDH do Brasil em 2011 foi de 0,718, uma modesta 84ª posição entre 177 países. É preciso, pois, melhorar e aprofundar os programas sociais, para melhorar e capacitar a mão de obra e as condições de saúde e educação.

  E isso não é tudo. Em termos macroeconômicos, temos que nos precaver contra a ilusão do desenvolvimento baseado na exportação de bens primários. Nosso crescimento recente foi impulsionado pela demanda por commodities da China e da Ásia. Mas essa demanda é sazonal, por isso devemos aprofundar as políticas para melhorar as condições de exportar mais manufaturados, de alto valor agregado.

 Desde 2003, o Brasil vem adotando uma política industrial para aumentar a competitividade de suas empresas. No ano passado, a presidenta Dilma Rousseff anunciou o Plano Brasil Maior, desonerando setores da indústria, incentivando a inovação e as exportações de pequenas e médias empresas. 

Temos que investir mais em inovação, pesquisa e desenvolvimento tecnológico; só assim o Brasil poderá dar o salto de competitividade necessário para ampliar nossa inserção no mercado internacional, também com manufaturados. 

Se fizermos isso, além de potência seremos também um país mais humano. 

(*) Newton Lima é doutor em engenharia, deputado federal (PT-SP), ex-prefeito de São Carlos (2001-2008) e ex-reitor da UFSCar.

Extinção do analfabetismo


Dentre os problemas da educação no Brasil, o analfabetismo é o mais grave. Em noticiários no início da década de 90 divulgou-se a diminuição da alta taxa do analfabetismo em decorrência da morte de pessoas idosas, faixa de maior número de analfabetos.

Colocar no papel mais algumas teorias a respeito do assunto até que não é tão difícil. Complicado é quando as sugestões precisam ser efetivadas no dia a dia, pois dependem decisivamente de políticas públicas efetivas, incisivas, amplas e duradouras. Mas por maiores que sejam as dificuldades, trata-se de problema básico, que precisa ser solucionado para que o país tenha mão-de-obra qualificada e alcance o desenvolvimento sócio-econômico.

Como potência econômica que vem se tornando, é inexplicável e vexatório que o Brasil seja ainda o país com maior percentual de analfabetos da América Latina.

O governo federal deveria criar lei que permitisse aos empregados estudarem nas próprias empresas, sem obrigação de frequência em estabelecimento de ensino, ficando a avaliação periódica a cargo das secretarias de Educação. Aos empresários caberia dividir as despesas financeiras, adequar os horários para permitirem o estudo via conferência ou à distância, com adequação de um local de estudo dentro das próprias empresas. Nesse caso, financiariam o material, ficando o funcionário obrigado a ressarcir após a conclusão do curso ou quando saísse da empresa, num prazo razoável já predefinido.

Concomitante a essas alternativas, seria sensato e muito bem-vindo se o governo melhorasse a qualidade do ensino fundamental e médio nas escolas públicas. Evitaria que as pessoas se criassem analfabetas. A imprensa precisaria contribuir com mais debate e matérias sobre a educação. Já os cidadãos deveriam desempenhar o papel de convencerem os analfabetos a deixarem essa condição e encararem a educação com mais seriedade. Quem já estivesse afastado, deveria voltar à sala de aula para conclusão dos ensinos fundamental e médio. Além de acompanharem de perto o aprendizado dos filhos.

Por enquanto, as autoridades falam muito enquanto a qualidade da educação só piora. Não há justificativa plausível para o Brasil ainda contabilizar milhões de analfabetos e muito mais de semi-analfabetos. O engajamento precisa ser geral e irrestrito para a extinção do analfabetismo, pilar essencial para melhoraria do ensino em geral.

Pedro Cardoso da Costa – Interlagos/SP; Bacharel em direito