quarta-feira, 4 de agosto de 2010

Diga não as campanhas de voto consciente!

Juliano Secolo*
Se tem uma coisa que é sem dúvida mais cansativa do que as propagandas eleitorais, é sem dúvida alguma, as campanhas para voto consciente. O ideal por tras de tais campanhas é muito bom e interessante, mas na realidade as mesmas não se aplicam já que os politicos são tudo farinha do mesmo saco.

O mais prático seria, portanto, iniciar uma campanha não apenas pelo voto consciente, mas também para mudar a forma com a qual as eleições são realizadas, ou seja, uma verdadeira reforma política.

Por exemplo, uma campanha em pról da redução do numero de partidos políticos seria muito mais prática e inteligente que uma campanha pelo voto consciente, pois analise bem, reduzimos todos os partidos que temos hoje para apenas 3, um de direita, um de esquerda e um “em cima do muro”.

E antes que alguém diga que isso fere algum direito de liberdade, etc e tal, eu digo que não, não fere e já vou apresentar meu argumento em relação a isto. É muito comum vemos fora do período eleitoral um ‘candidato A’ trocando farpas com um ‘candidato B’ mas quando chega o período eleitoral os partidos de ambos se coligam e ai ambos se tornam “amigos para sempre”.

Isso sem contar o critério ideológico da questão que certas coligações acabam provocando já que “ideologicamente” alguns partidos seriam contraditorios entre si, mas na hora do vamos ver se unem em busca de uns votos a mais.

Outra coisa que deveria acabar é com a “legenda” já que isso vai contra o principio democrático das eleições, já que determinado candidato faz Xmil votos não se elege enquanto outro candidato que teve 2 ou 3 mil votos a menos consegue se eleger para o mesmo caso por causa da legenda. Por que, afinal de contas, estamos votando no candidato ou na legenda? Porque se for na legenda nem precisaria ter os candidados era só votar nos partido e eles escolhiam que é que eles querem que assuma a cardeira.

Enfim, as campanhas de voto consciente até podem funcionar em pequena escala, mas uma mudança real só será possível quando se mudar também a forma pela qual o processo eleitoral é realizado.
*Juliano Secolo é escritor e professor

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